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Nos porões da sanidade, trabalhadores ainda esperam respostas na Santa Casa

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Enquanto a Santa Casa de Campo Grande passa por uma profunda mudança em sua estrutura de comando, uma questão permanece no radar dos trabalhadores: as demandas relacionadas às condições de trabalho e à saúde dos próprios funcionários. A intervenção judicial que colocou o médico Luiz Alberto Kanamura como gestor provisório abriu uma nova etapa administrativa para a instituição, mas ainda não está claro se as queixas trabalhistas estarão entre as prioridades dessa reorganização.

Nos bastidores do maior hospital de Mato Grosso do Sul, trabalhadores relatam problemas que vão além da rotina assistencial e envolvem saúde ocupacional, condições de trabalho, afastamentos e questões administrativas. São os chamados “porões da sanidade”, uma realidade que nem sempre aparece nas discussões sobre contratos, fornecedores e equilíbrio financeiro, mas que atinge diretamente quem mantém o atendimento funcionando. A nova gestão terá entre suas atribuições a reorganização de equipes e serviços, o que pode alcançar também questões relacionadas ao quadro de funcionários.

A reportagem procurou a Santa Casa para saber se as demandas trabalhistas serão tratadas como prioridade pela gestão de Kanamura e quais medidas já foram discutidas ou estão previstas. Até o fechamento, a instituição não havia apresentado respostas sobre o tema. O espaço permanece aberto para manifestação da Santa Casa, inclusive sobre eventuais medidas já adotadas ou planejadas para enfrentar as queixas dos trabalhadores. A expectativa é que a reorganização anunciada para a instituição também alcance os problemas que existem dentro de seus próprios corredores.