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Justiça Pressão por Apuração

ONG cobra ação da PGR sobre ligação de ministro do STF com banco investigado

Transparência Internacional questiona inércia da Procuradoria diante de denúncias envolvendo Alexandre de Moraes e o Banco Master

01/04/2026 às 12h57
Por: Veruska Emanuela Ocampos Fonte: Revista Oeste
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Foto: Isac Nóbrega/PR
Foto: Isac Nóbrega/PR

A organização Transparência Internacional cobrou publicamente a atuação da Procuradoria-Geral da República diante de denúncias que relacionam o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, ao Banco Master. A instituição financeira foi liquidada pelo Banco Central do Brasil em novembro, após vir à tona um escândalo com indícios de irregularidades e prejuízo bilionário. Mesmo diante da repercussão, a PGR ainda não abriu investigação formal sobre o caso.

Entre os pontos levantados, reportagens indicam que Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci, teriam utilizado aeronaves vinculadas ao banco em ao menos oito ocasiões. O ministro nega as acusações. A ONG também mencionou informações divulgadas pela imprensa sobre contratos e relações pessoais com integrantes do banco, questionando a ausência de providências por parte das autoridades competentes. Em publicação nas redes sociais, a entidade levantou uma série de questionamentos e cobrou explicações diretas da Procuradoria.

Outro foco das suspeitas envolve um contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci, no valor de R$ 129 milhões, considerado fora dos padrões do mercado jurídico. Embora o escritório alegue prestação de serviços de consultoria e atuação em processos estratégicos, há dúvidas levantadas por investigações jornalísticas sobre a efetiva execução do trabalho. Diante disso, surgiram suspeitas de que o contrato poderia ter sido utilizado como meio indireto de remuneração por influência junto a autoridades. Também foram citadas possíveis interações entre Moraes e o banqueiro responsável pela instituição, incluindo contatos e reuniões. Apesar da gravidade das alegações, até o momento não há inquérito instaurado para apurar os fatos.

 

Matéria formulada sob a supervisão de Wesley Rodrigues da Silva DRT: 0002089/ms

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