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Justiça Sob Pressão

Defesa de banqueiro tenta acelerar acordo, mas Justiça sinaliza rigor

Estratégia busca reduzir pena, porém cenário jurídico indica manutenção da prisão e pouca chance de perdão integral

03/04/2026 às 08h55 Atualizada em 07/04/2026 às 10h08
Por: Veruska Emanuela Ocampos Fonte: Metrópoles
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Foto: Reprodução / Arte / Metrópoles
Foto: Reprodução / Arte / Metrópoles

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, intensificou as tratativas para firmar um acordo de delação premiada com o objetivo de obter, com rapidez, um habeas corpus. A estratégia mira a possibilidade de responder ao processo fora da prisão. Nos bastidores, porém, os próprios advogados reconhecem que a chance de perdão total é praticamente inexistente, mesmo com eventual confissão e colaboração.

O avanço das negociações ocorre em meio a um volume expressivo de provas reunidas pelas autoridades e à pressão pública por responsabilização. A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República têm sinalizado que não aceitarão acordos seletivos e exigirão uma colaboração ampla, com indicação de todos os envolvidos. A dimensão do caso, que pode atingir agentes dos Três Poderes, reforça a condução rigorosa das investigações e afasta qualquer perspectiva de benefício automático ao investigado.

No Supremo Tribunal Federal, a tendência é de manutenção da prisão preventiva, sobretudo diante da gravidade das suspeitas e dos indícios de articulação estruturada de fraudes financeiras. Preso desde março no âmbito da Operação Compliance Zero, Vorcaro pressiona por prisão domiciliar, mas enfrenta resistência jurídica. Pela legislação, eventuais benefícios da delação dependem da entrega de provas consistentes e da efetividade das informações prestadas, podendo resultar apenas em redução de pena, sem garantia de liberdade imediata.

 

Matéria formulada sob a supervisão de Wesley Rodrigues da Silva DRT: 0002089/ms

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