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Histórico de violência ignorado termina em feminicídio de subtenente em Campo Grande

Suspeito acumulava mais de 20 passagens pela polícia e já havia agredido ex-companheira, mesmo sob medida protetiva

07/04/2026 às 11h03
Por: Veruska Emanuela Ocampos Fonte: MídiaMax
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Foto: Henrique Arakaki / Reprodução
Foto: Henrique Arakaki / Reprodução

A morte da subtenente da Polícia Militar Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, em Campo Grande, reacende o alerta sobre a reincidência de criminosos com histórico de violência doméstica. O autor do crime, Gilberto Jarson, de 50 anos, foi preso em flagrante na segunda-feira (6), dentro da residência da vítima, no bairro Estrela Dalva. Segundo levantamento policial, ele possuía mais de 20 passagens, incluindo registros por ameaça, violência doméstica e associação criminosa.

O histórico do suspeito revela um padrão de comportamento agressivo que já havia sido denunciado anos antes. Em 2016, uma ex-companheira relatou à polícia episódios de violência, mesmo após o término do relacionamento e a concessão de medida protetiva. Na ocasião, ela foi atacada enquanto seguia para a igreja com o filho no colo. O agressor a insultou, arremessou um capacete e desferiu socos, chegando a utilizar um banco de madeira para continuar as agressões. A vítima precisou de atendimento médico e afirmou temer pela própria vida, relatando ainda o uso de drogas por parte do suspeito.

No caso mais recente, vizinhos relataram que discussões entre o casal eram frequentes. Um policial militar que mora nas proximidades foi o primeiro a chegar ao local após ouvir o disparo. Ele encontrou o suspeito com a arma em mãos e a vítima ainda com sinais vitais. O socorro foi acionado, mas Marlene não resistiu aos ferimentos. Durante a abordagem, o autor apresentou versões contraditórias, alegando, em um momento, que a vítima teria intenção de tirar a própria vida, versão não confirmada pelas evidências.

O caso expõe, mais uma vez, as falhas na contenção de indivíduos com longo histórico criminal, especialmente em situações de violência contra a mulher. Apenas em 2026, Mato Grosso do Sul já registra nove feminicídios, indicando a gravidade do problema e a necessidade de respostas mais firmes para proteger vítimas e impedir que agressores reincidentes continuem em liberdade.

 

Matéria formulada sob a supervisão de Wesley Rodrigues da Silva DRT: 0002089/ms

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