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R$ 65 milhões do Banco Master expõem engrenagem entre poder político e dinheiro privado

Pagamentos a ex-presidente, ex-ministros e líderes partidários intensificam suspeitas sobre influência nos bastidores de Brasília

09/04/2026 às 10h41
Por: Veruska Emanuela Ocampos Fonte: Pleno News
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Imagem gerada com auxílio de IA
Imagem gerada com auxílio de IA

Documentos do Imposto de Renda do Banco Master, enviados à CPI do Crime Organizado no Senado, revelam uma movimentação de R$ 65 milhões destinados a empresas e escritórios ligados a nomes influentes da política nacional entre 2023 e 2025. A lista inclui ex-presidente, ex-ministros de Estado, ex-integrantes do Supremo e dirigentes partidários, reacendendo críticas sobre a promiscuidade entre o setor financeiro e o poder público.

O escritório do ex-presidente Michel Temer aparece entre os beneficiários, com valores que chegam a R$ 10 milhões, embora ele afirme que o contrato foi menor. Já os ex-ministros da Fazenda Henrique Meirelles e Guido Mantega receberam, juntos, mais de R$ 30 milhões por serviços de consultoria. Todos alegam atuação técnica e legal, mas a concentração de cifras elevadas em torno de figuras com trânsito privilegiado em Brasília levanta dúvidas sobre o real alcance dessas “consultorias”.

Os repasses também atingem nomes como ACM Neto, ligado a uma empresa que recebeu R$ 5,4 milhões, além de valores pagos a escritório associado à família do ex-ministro do STF Ricardo Lewandowski e ao presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda. Embora os envolvidos sustentem a legalidade dos contratos, o caso expõe um padrão recorrente: grandes instituições financeiras recorrendo a figuras com influência política para intermediar interesses. Para críticos, trata-se de um sistema que, mesmo dentro da formalidade, mantém aberta a porta para conflitos de interesse e enfraquece a confiança da população nas instituições.

 

Matéria formulada sob a supervisão de Wesley Rodrigues da Silva DRT: 0002089/ms

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