Filho de Lula afirma que conteúdo feito com inteligência artificial o associa indevidamente ao esquema e pede remoção da publicação e R$ 10 mil por danos morais
Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, entrou na Justiça contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) por causa de um vídeo publicado em julho que o relaciona às fraudes envolvendo beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A ação foi apresentada em São Paulo no dia 18 de agosto e pede que o conteúdo seja retirado em até 24 horas, além do pagamento de R$ 10 mil por danos morais.
Produzido com recursos de inteligência artificial, o vídeo usa uma narrativa fictícia intitulada “Missão: Localizar Lulinha”. Na peça, Flávio Bolsonaro aparece em uma operação imaginária para encontrar o empresário, apresentado como suspeito de ter causado prejuízos milionários a idosos. A defesa de Lulinha sustenta que não há investigação, indiciamento ou denúncia contra ele por participação nas fraudes do INSS.
A ofensiva judicial ocorre em meio à disputa política em torno do caso. No mesmo dia, Lulinha também acionou o candidato Romeu Zema (Novo) por publicações que o relacionam a supostos esquemas ilícitos. Nesse processo, porém, a Justiça negou inicialmente a retirada dos vídeos, considerando que o material poderia estar protegido pelo contexto de sátira e crítica política.
Apesar da alegação de que não há acusação formal de envolvimento nas fraudes do INSS, Lulinha é alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal relacionados a suspeitas de tráfico de influência. As apurações envolvem negócios ligados à lobista Roberta Luchsinger e ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. O processo contra Flávio Bolsonaro agora deverá avaliar os limites entre crítica política, sátira e eventual ofensa à honra.
As informações são do portal Conexão Política.




