O pré-candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja, elevou o tom das críticas ao governo federal ao defender uma mudança profunda na relação financeira entre Brasília e os estados. Em entrevista, ele afirmou que o país convive com uma estrutura de gastos excessiva e que o modelo atual penaliza a população ao concentrar recursos na máquina pública. As críticas também alcançaram o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, citado no contexto da condução do orçamento federal.
Azambuja classificou a dívida pública, hoje acima de R$ 9 trilhões, como um dos principais entraves ao crescimento do país e disse que o pagamento de juros consome espaço de investimentos essenciais. Ele também comparou a estrutura administrativa brasileira com a de outros países, alegando que o número de ministérios seria incompatível com a eficiência esperada. Na avaliação dele, o resultado é um Estado que arrecada muito, mas devolve pouco em serviços à população.
O ex-governador também trouxe para o debate o custo do sistema prisional em Mato Grosso do Sul, que segundo ele ultrapassa R$ 18 milhões mensais com detentos ligados a crimes transfronteiriços. Ele argumenta que essa despesa deveria ser assumida pela União e afirma que a mudança liberaria recursos para investimentos em habitação no estado. Para Azambuja, o tema exige enfrentamento político direto no Congresso e uma reconfiguração das responsabilidades entre os entes federativos.
As informações são do portal TopMídia.




