Laudo afirma que US$ 13,3 milhões destinados à produção são provenientes de investidores privados e que as movimentações podem ser rastreadas
Uma perícia financeira apresentada pela defesa da produtora Karina da Gama concluiu que não há dinheiro público na produção de Dark Horse, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. O laudo aponta que os US$ 13,3 milhões destinados ao projeto têm origem privada e que as operações financeiras analisadas possuem documentação e registros que permitem rastrear o caminho dos recursos.
De acordo com a análise, não foram identificados repasses de órgãos públicos, financiamento governamental ou recursos provenientes de incentivos fiscais na produção. Do total investido, cerca de US$ 3,7 milhões foram movimentados no Brasil e US$ 9,6 milhões nos Estados Unidos. A perícia também não encontrou patrocínio vinculado à Lei Rouanet ou a outros mecanismos públicos de incentivo.
A investigação, entretanto, continua para esclarecer outras movimentações financeiras relacionadas a pessoas e empresas ligadas ao projeto. Entre os pontos apurados estão recursos destinados ao fundo Havengate Development Fund, no Texas, e relações financeiras envolvendo o Instituto Conhecer Brasil, que recebeu recursos públicos para outras finalidades. Esses fatos, porém, não alteram a conclusão apresentada pela perícia sobre o filme: o laudo não identificou dinheiro público na produção de Dark Horse.




