O Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente do Brasil (ITMI), criado em março de 2026, foi declarado vencedor do chamamento público do Ministério da Saúde para atuar na gestão do futuro Instituto Tecnológico de Emergência (ITE), projeto conhecido como Hospital Inteligente do SUS. O resultado foi publicado no Diário Oficial da União em 3 de setembro de 2026. O edital, publicado originalmente em 23 de junho, prevê contrato de gestão de dez anos, prorrogável, e desembolso estimado de R$ 1,95 bilhão nos primeiros quatro anos.
Entre os dirigentes do ITMI está o advogado Antonio Pedro Lovato, que teve atuação profissional anterior ligada ao atual ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Segundo reportagem publicada pelo Metrópoles em 10 de setembro, Lovato trabalhou ao lado de Padilha na Autarquia Hospitalar Municipal de São Paulo e posteriormente atuou como advogado do ministro em processos no Tribunal de Contas do Município. A entidade é presidida pela cardiologista Ludhmila Hajjar, uma das idealizadoras do projeto. Também integram a direção nomes ligados à Faculdade de Medicina da USP, entre eles Carlos Gilberto Carlotti Júnior e Giovanni Guido Cerri.
O Ministério da Saúde afirmou que a escolha ocorreu por meio de edital público, com ampla concorrência e critérios objetivos, e que a avaliação foi realizada por uma comissão que contou também com representantes de outros órgãos federais. Na classificação divulgada durante o processo, o ITMI ficou em primeiro lugar, com 63,41 pontos, enquanto a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) ficou em segundo, com 57,34. O projeto prevê a utilização de inteligência artificial, interoperabilidade digital, telessaúde e outras tecnologias na rede de UTIs Inteligentes e no futuro ITE, que será instalado no complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.




