Um suboficial da Polícia Nacional do Paraguai foi preso na quarta-feira (29) suspeito de transportar cerca de 20 fuzis escondidos em um compartimento secreto de um veículo. Conforme a Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), as armas seriam levadas ao Brasil e possivelmente entregues a organizações criminosas do Rio de Janeiro.
O preso foi identificado como Tomás Alcides Trinidad Flecha, de 37 anos, lotado na subdelegacia de Acepar, no departamento de Canindeyú. A abordagem ocorreu na região de Santa Rita, em Alto Paraná, durante a Operação Ares, realizada por agentes da Senad.
Os armamentos estavam armazenados em um fundo falso instalado no carro conduzido pelo policial. Entre os modelos apreendidos estão fuzis G3, FAL e CETME, todos de calibre 7,62 milímetros e classificados como armamento de uso militar.
Segundo as investigações preliminares, a carga seguia para Ciudad del Este e depois seria atravessada para o território brasileiro. O ministro da Senad, Jalil Rachid, afirmou que o suspeito utilizava estradas alternativas para evitar postos de fiscalização. A suspeita é de que esta tenha sido, pelo menos, a terceira remessa transportada pelo mesmo esquema.
As armas possuem marcas da Guarda Civil da Espanha e, de acordo com as autoridades paraguaias, deveriam ter sido destruídas anos atrás. A investigação tentará identificar como os fuzis saíram da Europa, chegaram ao Paraguai e foram inseridos no mercado ilegal. O governo paraguaio pretende pedir apoio às autoridades do Brasil e da Espanha.
A Senad estima que cada fuzil seja vendido por aproximadamente US$ 10 mil no Paraguai. No mercado clandestino brasileiro, o valor pode dobrar, fazendo com que o carregamento seja avaliado entre US$ 200 mil e US$ 400 mil. O policial ainda não prestou depoimento.
Fonte: ABC Color.




