A cesta básica em Campo Grande passou a custar R$ 846,06 em junho, após registrar alta de 0,58% em relação ao mês anterior, segundo levantamento do Dieese em parceria com a Conab. O valor corresponde a 56,43% do salário mínimo líquido de R$ 1.621,00, exigindo que um trabalhador remunerado pelo piso nacional destine cerca de 114 horas e 50 minutos de trabalho para adquirir os alimentos essenciais.
Entre os 13 produtos pesquisados, cinco apresentaram aumento de preço entre maio e junho. A batata liderou a alta, com avanço de 10,88%, seguida pela banana (3,27%), feijão carioca (2,71%), tomate (2,21%) e pão francês (1,34%). Em contrapartida, itens como leite integral, óleo de soja, arroz agulhinha e carne bovina de primeira tiveram redução nos preços. No acumulado de 2026, a batata já acumula alta de 99,75%, o tomate de 96,90% e o feijão carioca de 51,03%.
Na comparação anual, o custo da cesta básica na Capital aumentou 6,69% e acumula elevação de 9,04% neste ano. Entre as 27 capitais pesquisadas, Campo Grande ocupa a sexta posição entre as cestas básicas mais caras do Brasil, ficando atrás apenas de São Paulo, Cuiabá, Rio de Janeiro, Florianópolis e Porto Alegre.




