Dados do Ministério da Saúde enviados ao Congresso apontam 1.121 óbitos entre 2023 e 2025, contra 951 no período equivalente da gestão Bolsonaro
Dados oficiais do Ministério da Saúde encaminhados ao Congresso Nacional apontam que 1.121 indígenas morreram na Terra Yanomami entre 2023 e 2025. No mesmo intervalo do governo Jair Bolsonaro, foram registrados 951 óbitos, uma diferença de 170 mortes.
O resultado chama atenção porque o governo Luiz Inácio Lula da Silva criou o Ministério dos Povos Indígenas e anunciou uma ampla mobilização federal para enfrentar problemas de saúde, assistência social e garimpo ilegal na região. A Terra Yanomami abriga cerca de 30 mil pessoas nos estados de Roraima e Amazonas.
Entre as principais causas associadas às mortes estão doenças como malária e pneumonia, além de desnutrição e problemas relacionados à presença do crime organizado. Em janeiro de 2023, o governo federal decretou emergência em saúde pública na região e iniciou uma operação para retirar garimpeiros ilegais, após denúncias de fome, doenças e mortalidade infantil. Os números divulgados agora colocam em evidência a distância entre as medidas anunciadas e os resultados registrados no período.
As informações são do portal Conexão Política.




