Os mercados internacionais operam com cautela antes da divulgação do relatório mensal de Oferta e Demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Após uma semana marcada por fortes oscilações provocadas pelo clima, investidores reduziram posições e evitaram novas apostas antes da apresentação dos dados oficiais.
No cenário externo, o petróleo Brent caiu mais de 2%, pressionado pelas incertezas sobre os juros norte-americanos. O temor de que o Federal Reserve mantenha as taxas elevadas por mais tempo reduziu o apetite por risco e retirou parte do suporte inflacionário das commodities, apesar das tensões entre Estados Unidos e Irã continuarem no radar.
Na Bolsa de Chicago, a soja operou em leve queda, mesmo após o USDA confirmar a venda de 500 mil toneladas do grão norte-americano para a China. As previsões de calor intenso e falta de chuvas no Meio-Oeste dos Estados Unidos também preocupam, mas os investidores aguardam os novos números de estoques e produtividade antes de assumir posições mais firmes.
O milho acumulou o terceiro pregão consecutivo de baixa em Chicago, devolvendo parte dos ganhos registrados no início da semana. No Brasil, os preços permanecem estáveis, com poucos negócios e compradores atentos ao avanço da colheita da safrinha, que amplia a oferta e limita eventuais altas no mercado interno.




