As audiências públicas realizadas em Washington começaram nesta segunda-feira (6) para analisar a proposta dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, dentro de uma investigação conduzida com base na Section 301 do Trade Act. O processo reúne representantes de governo, setor produtivo e especialistas dos dois países. Entre os participantes está o senador Flávio Bolsonaro, que deve se manifestar durante os debates, ao lado do ex-diretor da OMC, Roberto Azevêdo, além de entidades empresariais.
Nos bastidores, Flávio Bolsonaro apresentou uma manifestação formal à Casa Branca defendendo a suspensão da proposta tarifária e a abertura de negociação entre Brasil e Estados Unidos. Ele argumenta que a medida pode gerar efeitos contrários aos objetivos declarados, além de fortalecer politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O senador também sugere que eventuais sanções sejam direcionadas a setores ou agentes específicos, e não aplicadas de forma ampla sobre a economia brasileira.
Enquanto isso, o governo brasileiro apresentou defesa ao United States Trade Representative, contestando a investigação e afirmando não haver evidências de práticas comerciais discriminatórias. A gestão brasileira sustenta que sistemas como o Pix ampliam a concorrência e não representam barreiras ao comércio. Paralelamente, o país tenta avançar em uma agenda de diálogo bilateral para evitar o agravamento da disputa comercial durante o andamento das audiências.




