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Governo libera R$ 884 mi em emendas de parlamentares que livraram Lulinha na CPMI

O governo Lula empenhou R$ 884,37 milhões em emendas destinadas aos 19 parlamentares que votaram contra o relatório final da CPMI do INSS, rejeitado em 28 de março. O parecer do relator Alfredo Gaspar (PL-AL) previa, entre outros pontos, o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo levantamento de O Antagonista, com dados do Siga Brasil e do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop), o valor empenhado após a votação corresponde a 98,64% dos R$ 896,56 milhões reservados neste ano para emendas dos congressistas que rejeitaram o relatório. Até agora, R$ 718,65 milhões teriam sido efetivamente pagos. O empenho representa a reserva orçamentária para futura execução da despesa.

Entre os parlamentares estão a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), com R$ 65,29 milhões empenhados após a votação, e o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), com R$ 27,97 milhões. O maior valor da lista é o da senadora Jussara Lima (PSD-PI), com R$ 70,09 milhões, seguida por Rogério Carvalho (PT-SE), com R$ 69,44 milhões.

O relatório de Alfredo Gaspar foi derrotado por 19 votos a 12 e previa o indiciamento de mais de 200 pessoas investigadas no esquema de descontos irregulares sobre benefícios de aposentados e pensionistas. No caso de Lulinha, o relator apontava suspeitas de tráfico de influência, lavagem ou ocultação de bens e valores, organização criminosa e participação em corrupção passiva.

Com a rejeição do parecer e o encerramento dos trabalhos sem votação de um texto alternativo, a CPMI terminou sem relatório final aprovado. O levantamento citado estabelece a sequência temporal entre a votação e os empenhos, mas, por si só, não comprova que a liberação das emendas tenha ocorrido como contrapartida aos votos dos parlamentares.

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