A China impôs uma tarifa adicional de 55% sobre a carne brasileira exportada acima da cota anual. A medida já pressiona frigoríficos, ameaça empregos e prejudica produtores, mas o governo Lula mantém uma postura discreta diante de Pequim.
O comportamento contrasta com a reação adotada contra os Estados Unidos. Quando o governo norte-americano anunciou tarifas contra produtos brasileiros, Lula respondeu com ataques públicos a Donald Trump e elevou o tom contra Washington.
A diferença de tratamento alimenta críticas de ataque seletivo na política externa: confronto quando o responsável é os Estados Unidos e cautela quando a barreira vem da China. Para a oposição, o Planalto escolhe o adversário conforme sua conveniência ideológica, enquanto o setor produtivo brasileiro arca com os prejuízos.




