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Vorcaro falou: gabinete de Mendonça confirma depoimento sem PF em meio à crise do caso Master

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Ex-banqueiro já havia prestado esclarecimentos à Polícia Federal e voltou a demonstrar interesse em colaboração; nova oitiva ocorreu com juiz auxiliar de Mendonça e sem participação da PF

Daniel Vorcaro voltou a prestar esclarecimentos às autoridades em meio à crescente crise envolvendo o Banco Master. Na semana passada, o ex-banqueiro foi ouvido por um juiz auxiliar do gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em uma audiência realizada sem a participação da Polícia Federal, responsável pela investigação. O gabinete confirmou a informação e afirmou que a oitiva ocorreu após pedido urgente da defesa, que alegou que Vorcaro estaria sofrendo intimidações.

A ausência da PF chama atenção porque, poucos dias antes, Vorcaro havia prestado depoimento aos investigadores em apuração que envolve suspeitas de favorecimento ao Banco Master por servidores do Banco Central. Na ocasião, segundo relatos publicados pela imprensa, ele negou ter praticado corrupção, respondeu aos questionamentos e voltou a sinalizar disposição para colaborar com as autoridades por meio de uma eventual delação premiada.

Segundo o gabinete de Mendonça, o depoimento realizado no STF contou com a participação do Ministério Público e não teve Alexandre de Moraes como tema. A afirmação ocorre justamente após a divulgação de mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro e de documentos da investigação que ampliaram a pressão sobre o Supremo. Mendonça determinou o levantamento do sigilo de parte do material e encaminhou documentos à Procuradoria-Geral da República.

Até o momento, não há confirmação pública de que Vorcaro tenha feito uma delação ou apresentado novas acusações contra ministros do STF nessa oitiva. O que está confirmado é que ele segue buscando uma colaboração premiada e que seu depoimento ao gabinete de Mendonça ocorreu fora da presença da PF, circunstância que naturalmente amplia os questionamentos sobre a condução institucional de um dos casos mais sensíveis atualmente em tramitação no Supremo.

As informações são do portal CNN Brasil.

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