QUADRO GERAL

Do agro ao turismo: MS pode transformar afinidade política em oportunidade econômica

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Com Flávio Bolsonaro à frente em 69 municípios no segundo turno, apoiadores discutem fortalecer destinos e empresários alinhados aos valores conservadores.

Mato Grosso do Sul já é reconhecido nacionalmente pela força do agronegócio. Agora, a repercussão de uma proposta nas redes sociais abre espaço para outra possibilidade: fortalecer também o turismo por meio de escolhas de consumo e da valorização de empresários locais. A ideia defendida por apoiadores de Flávio Bolsonaro é incentivar viagens, compras e divulgação de negócios em cidades onde o eleitorado demonstrou maior identificação com o campo conservador.

No segundo turno das eleições presidenciais de 2026, Flávio Bolsonaro venceu em 69 dos 79 municípios sul-mato-grossenses e recebeu 59,60% dos votos válidos no estado. Em Bonito, um dos principais destinos turísticos do país, alcançou 63,24%, com 9.080 votos. O resultado despertou a atenção de apoiadores que defendem transformar essa afinidade política em incentivo à economia local.

Confira o desempenho de Flávio Bolsonaro em cidades turísticas de MS:

• Bonito: 63,24% dos votos válidos.
• Jardim: 63,29%.
• Aquidauana: 51,48%.
• Ponta Porã: 62,58%.
• Corumbá: 49,27%. Nesse município, Lula venceu com 50,73%.

Os percentuais correspondem ao segundo turno presidencial de 2026, conforme dados divulgados com base na apuração eleitoral.

A proposta vai além das urnas e se aproxima de uma rede informal de apoio econômico: conservadores prestigiando empresários conservadores, recomendando estabelecimentos e incentivando o turismo em destinos com os quais se identificam. A lógica é que o dinheiro também representa uma escolha e pode contribuir para movimentar hotéis, restaurantes, agências de turismo e o comércio regional.

O movimento ainda depende de adesão e não há dados que comprovem impacto efetivo sobre o fluxo de visitantes. Mesmo assim, a discussão coloca uma oportunidade em evidência: ampliar a divulgação das belezas naturais de Mato Grosso do Sul e estimular a economia local. Se o estado já tem força no agro, o turismo pode ganhar ainda mais espaço nessa equação.