QUADRO GERAL

Em meio à disputa pelo comando do Senado, presidente Davi Alcolumbre entra no radar da PF em três investigações

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), foi relacionado a episódios envolvendo três investigações de grande repercussão da Polícia Federal enquanto articula sua permanência na presidência da Casa. As informações foram divulgadas neste domingo (1º) pelo jornalista Lauro Jardim, de O Globo. Os casos citados são o Banco Master, o esquema de fraudes no INSS e a Operação Carbono Oculto.

No caso do Banco Master, o senador foi mencionado em mensagens trocadas com o empresário Daniel Vorcaro. Na investigação sobre descontos irregulares em benefícios previdenciários, um ex-assessor do parlamentar é suspeito de ter recebido R$ 3 milhões de empresas relacionadas ao esquema.

Na terceira situação, uma ação popular apresentada por Mauro Mattosinho, testemunha ligada à Operação Carbono Oculto, solicita à Justiça Federal a divulgação de registros de entrada e saída de Roberto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, nas dependências do Senado. A ação não representa, por si só, uma investigação criminal contra Alcolumbre.

Após a reportagem, a Presidência do Senado contestou a associação do parlamentar aos casos e afirmou que ele não é investigado em nenhuma das três operações. A assessoria repudiou o que classificou como insinuações sem provas de irregularidades atribuídas ao senador.

Lauro Jardim esclareceu que não afirmou que Alcolumbre fosse formalmente investigado, mas que seu nome e pessoas de seu entorno surgiram em desdobramentos dos três episódios. A controvérsia ocorre enquanto grupos políticos articulam a eleição da presidência do Senado para fevereiro de 2027.

Fonte: Lauro Jardim/O Globo. Foto: reprodução.